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Livro Coletivo - Cap. 6

por ornitorrincoquantico, em 03.09.09

 

 

CAPÍTULO 06

 

“A Escolha”

Jonas

 

 

 

 

Acordar normalmente não é algo muito agradável. Principalmente quando não se teve todo o tempo de sono que se gostaria. No entanto, para Ricardo, não há tal sensação desagradável. Na verdade, o que há é uma sincera e profunda esperança de que o ocorrido nas últimas  horas, ou melhor, nos último momentos em que ele desfrutou de sua  plena consciência, não passou de uma armadilha psíquica que sua mente criou como fuga para a resolução das inúmeras questões obscuras que se apresentam à sua frente.  Mas no fundo, ele sabe que não seria capaz de tal façanha; no fundo ele sabe que foi tudo real. E, mesmo que ele quisesse se enganar, uma dor lancinante corta qualquer possibilidade de continuar imerso em pensamentos, trazendo-o de volta à realidade. Sua realidade. Ele surpreende-se por pensar assim, há poucos dias tal situação jamais poderia ser descrita como  verossímel em sua vida. Isso o faz pensar em algumas das verdades que seu pai costumava dizer: “- São as pequenas decisões que podem  mudar sua vida para sempre.” Ele queria muito que seu pai estivesse ao seu lado agora.

- Até que para um ‘não-médico’ eu fiz um curativo bem eficiente, não? Questiona Salomão em tom irônico, com seu tradicional sorriso cortando-lhe  o rosto.  A visão de Ricardo ainda está meio prejudicada, pelo efeito de algum anestésico deduz ele, mas a voz lhe é familiar demais para que possa ser confundida.

- Você?!?!?!? Na boa cara, eu já to cansado desse história toda. Primeiro me  vigia a ponto de me fazer acreditar que é um inimigo, depois quando eu to na pior, tu me ‘salva’ e me traz para cá. Afinal qual é a tua? - Questiona Ricardo em um tom nada amistoso.

- Ora senhor Ricardo, não é evidente que eu estou tentando ajudá-lo? A situação estava se dirigindo a um ponto insustentável, e sua vida - assim como a de sua família devo dizer - passou de correr riscos para ser tangivelmente ameaçada. Tive de intervir. 

- Mas por que? Por que eu? O que tu ganha fazendo isso? - Insiste nos questionamentos Ricardo, com uma força e uma clareza de raciocínio que surpreendia a si próprio. E a Salomão também, pelo que podia perceber.

- O que vou ganhar com isso? Interessante tua pergunta. Quando foi que deixasse de acreditar em altruísmo? -  Questiona Salomão.

-Não tenho tempo para isso Salomão. Minha vida está se destruindo e eu preciso consertar tudo. Se você quer mesmo me ajudar, me diz o que tá acontecendo. - Pede Ricardo, em um tom já civilizado.

- Ainda é muito cedo para que eu te explique a real situação. Definitivamente não estas pronto para ouvir. O que posso te transmitir, é que foste selecionado para uma tarefa, foste escolhido para tornar-te um de nós. - Exclama Salomão, dando ênfase à palavra ‘escolhido’.

- Escolhido?!!?!? Para fazer o que? Se vocês realmente me selecionaram para algo, devem saber que não vou fazer nada de errado. - Dispara Ricardo, em tom defensivo.

- Errado? E o que é errado, senhor Ricardo? Certo e errado, bom e mau, são apenas valores simbólicos e discutíveis, fixados no âmago dessa sociedade decadente, que servem apenas para servir de controle de seus membros. Exatamente, a massa se mantém presa a esses conceitos tornando-se inútil. Os grandes ícones são sempre os indivíduos; são eles que criam a ‘contra-doutrina’, são eles que motivam a massa. E são eles os que mais naturalmente conseguem se libertar das amarras  societárias. Assim  tem sido desde o início dos tempos. A sociedade cria estigmas, verdadeiros tabus que definem a maneira pela qual deve-se agir. Envolvem tais estigmas em  prestígio, concedendo-lhes o status de valores. Atribuem à força primordial a criação de tais valores, consolidando assim a sua veracidade, tornando-os inquestionáveis. Os poucos seres pensantes que conseguem escapar às amarras, são caçados discriminados; os transformam em criminosos, para assim reprimir ainda mais a massa, que permanece inerte e imersa na ignorância. Isso ocorreu com grandes indivíduos, que graças à frustração, que em decorrência da inércia a que foram submetidos acabaram por se perverter. Foi assim com Jack o Estripador, com Hitler, e tantos outros poderosos e pensantes ícones de nossa cultura. A necessidade de pessoas com tamanha força se comprova com a imortalização dos mesmos frente nossa cultura.  - Ricardo permanece em silêncio e atônito em face às fervorosas declarações de Salomão, que continua:

- [...] a força dos indivíduos se mede não só pela firmeza de seu caráter, mas também por sua ousadia e carisma. - O monólogo parece ser interminável, Ricardo já está cheio, mas faltam-lhe forças para interromper o homem. Quando, seus pensamentos (assim como o discurso de Salomão) são interrompidos por uma poderosa e grave voz feminina:

- Salomão! Já chega. Você está assustando ainda mais o Ricardo com esse monólogo desnecessário. Pode deixar, eu cuido dele. - diz Vanderly, chegando ao local, envolta na luz radiante do Sol que adentra à sala.

- Desnecessário?!?!? Não, eu diria elucidante. Mas, seja como for, deixarei o rapaz a seus cuidados senhorita. Senhor Ricardo, creio que nos veremos em breve! Com essas palavras, Salomão deixa o local.

- Vanderly, o que você está fazendo aqui? No que você está metida? Vocês são uma sociedade secreta?

- Calma Ricardo, está tudo bem.  Interrompe Vanderly, em um tom calmo e bastante amistoso.

- Não somos uma sociedade secreta, ao menos não nos consideramos isso. Somos apenas um grupo de pessoas que precisava relaxar, que precisava sair um pouco fora do ritmo de vida que levamos, e para isso criamos uma espécie de terapia alternativa.

- Terapia alternativa?!? - Interrompe Ricardo.

- Isso mesmo, tu até já participou de uma reunião mais, digamos, explícita. Lembra? Antes que Ricardo se manifeste, Vanderly continua: - Desculpa, não queria te deixar constrangido. A verdade é que a Gorda e seu 'agenciamento de garotas' na verdade é apenas uma fachada para as nossas reuniões. Fachada que nós não construímos, mas nos foi imposta pelas pessoas.

- E você não se importa com isso? Pergunta Ricardo.

- Que diferença faz Ricardo? A grande verdade é que nos já paramos de nos importar com o q dizem e/ou pensam de nós. O grande problema que enfrentamos é a estrutura social baseada na hipocrisia, na falsidade. Todo dia, para não dizer a todo momento, somos forçados a suprimir nossos reais sentimentos, nossas verdadeiras opiniões, para podermos sobreviver no nosso meio social. Muita gente passa a vida inteira nesse estado, e acaba sendo consumida pela hipocrisia. Nós nos recusamos a isso; podemos até nos submeter durante o dia a dia, mas isso não importa mais! O que importa é o que estamos construindo; uma espécie de sociedade em que a verdade é encarada, em que não há julgamentos, em que somos livres para agir. É quase um retorno ao estado natural do homem, mais ou menos como Rousseau costumava descrever. Só que é algo muito mais elaborado, nós temos todo o conhecimento, toda a bagagem de milênios de desenvolvimento. Agora Ricardo, imagina a volta do homem ao seu estado puro, sem as amarras sociais, sem toda a máquina político-capitalista, sem a submissão à globalização hegemônica em que vivemos, mas com o conhecimento e a experiência de vida de seres sapientes e pensantes, que já dominam o mundo natural. Imagina o quão próspero esse mundo seria!

- Isso é tudo muito interessante, mas e eu Vanderly, o que eu tenho a ver com tudo isso? E, principalmente, o que vocês tem a ver com tudo o que está acontecendo na minha vida? - Pergunta Ricardo, já meio impaciente.

- Desculpa! Falei do Salomão e acabei eu mesma fazendo um discurso longo e sem propósito.  Diz Vanderly, repreendendo a si mesma.

- A grande verdade Ricardo, é que nós temos um projeto, algo gigantesco que poderá consolidar o que nós tantos queremos, que poderá construir nossa 'comunidade alternativa' e fazer com que sejamos aceitos.

- Deixa eu adivinhar, o nome do projeto é 'CYBELE'? Pergunta Ricardo em um tom irônico.

- É sim, eu sabia que você já estava sabendo de algo.

- Então quer dizer que...

- Não! Não é nada disso q você está pensando! Nós não matamos o Jefinho, não somos os responsáveis diretos pelo assassinato. Interrompe Vanderly.

- Como assim responsáveis diretos?! Isso não tira a culpa de vocês! O que vocês fizeram com o cara então? Fala de uma vez! - Ricardo já completamente alterado!

- Calma Ricardo, você acha que eu participaria de algo que tiraria a vida de alguém?

- Eu já não sei mais nada Vanderly! Há pouco tempo eu afirmaria que jamais seria um suspeito de assassinato!

- Tudo bem Ricardo, eu entendo o teu nervosismo, mas deixa eu tentar ajudar, afinal é para isso que eu estou aqui! - Diz Vanderly, em um tom suave. Ela vai se aproximando aos poucos de Ricardo, e o abraça. O primeiro impulso dele é resistir, mas no fundo era exatamente isso que ele queria e precisava. Alguém que o confortasse. Cláudia antes era capaz de fazer isso com um olhar, ele lembra, mas atualmente a única coisa que conseguia ver nos olhos de sua esposa era insatisfação e raiva. Um ódio que ele não conseguia sequer entender, e com que tinha aprendido a conviver. Vanderly percebe que ele está envolto em pensamentos e que seus esforços para acalmá-lo estão sendo eficientes!

- Ricardo, você precisa ficar por dentro do que está acontecendo, e eu tenho pouco tempo para ficar aqui. Tais pronto para ouvir o resto?

- To sim, pode falar.

- Então, para que a CYBELE se torne uma realidade, a gente precisa de muita coisa, mas muita coisa mesmo! Confesso até que necessitamos de uma combinação de eventos independentes e situações manipuladas para q ocorra. Ou seja, precisamos da perfeição. Não tínhamos problema algum em arranjar tudo que precisávamos, até pouco tempo. Um dos nossos membros que sempre teve uma linha radical de raciocínio, tentou nos imbuir de um fundamentalismo que caracterizava uma seita, algo que nunca quisemos ser. Após muitos conflitos ideológicos, ele resolveu cair fora. Nós continuamos nossas atividades na boa, sem sequer ouvir falar dele.  Daí algumas coisas estranhas começaram a acontecer; nós começamos a ser sabotados! Sim, por incrível que pareça, aquele insano conseguiu convencer muita gente influente da nossa existência, e ainda conseguiu que fôssemos considerados uma ameaça. Assim, nasceu então o que conhecemos pelo nome de ‘CEIFADORES’. Uma espécie de associação ideológica que pretende mostrar e acabar com os podres da sociedade, ‘ceifando’ do organismo social suas partes mais nocivas: os grupos de elite que exercem uma efetiva atividade manipuladora. E, por pura vingança, ele escolheu a nós como seu primeiro alvo.

- Isso tudo que tu está falando ainda não esclareceu em nada a morte do Jéferson ou a minha ligação com tudo isso! – Interrompe Ricardo.

- Calma, eu vou chegar lá! – Continua Vanderly:

- Nós ficamos com receio, com medo de sermos perseguidos e atacados por parecer algo que na verdade não somos. Então passamos a investigar tudo sobre o tal indivíduo. Descobrimos que a biblioteca perto do Banco em que trabalhas servia como um local de troca de dados para os Ceifadores. A comissão que foi organizada para saber como vamos lidar com essa situação achou melhor colocar alguém lá para ver se a gente monitora as atividades deles. O Jefinho se ofereceu e foi muito bem sucedido. Descobrimos que as informações deles são codificados e que existe um livro de matemática, na verdade é um curso já que são vários volumes, que passa de mão em mão, provavelmente com instruções, uma vez que os Ceifadores, frente ao que se sabe, não agem como um grupo; eles apenas troca informações.  Acontece que a tal Jô começou a suspeitar do Jefinho, e o colocou em uma situação que o levou a ser descoberto. Foi aí que vimos o que o lance não é só nos expor, e nos caluniar. O Ivan está com muita raiva, e ele fez do Jefinho um aviso para nós. – Vanderly respira fundo, mostrando-se muito abalada com a situação, e continua:

- Esses caras se revelaram pessoas perigosas, e estão criando ciladas para os nossos membros. Dois de nós já foram presos por causa de situações armadas, e, ao que parece, por algum motivo desconhecido, é o que eles iriam contigo. Só que o Jefinho interceptou essa informação, e por isso nós conseguimos te resgatar.

- Vanderly isso tudo soa louco demais! – Diz Ricardo.

- Eu sei, mas você tem que acreditar em mim! – Suplica Vanderly.

- Eu to tentando, mas tem coisas que não se encaixam! Por exemplo, quando eu tava atrás da tal Jô, lá n hospital, ela fugiu numa viatura da Gorda!

- Viu Ricardo? É exatamente coisas assim que eles fazem, criam situações para confundir. O Ivan sabe da Gorda, e usou isso para te deixar com dúvidas em relação a nós! – Afirma Vanderly. Ricardo fica pensativo, mas no fundo ele realmente quer acreditar em tudo que a Vanderly disse. Afinal, significaria que ela é uma boa pessoa e que se arriscou para ajudar. E ainda por cima, parece gostar dele.

- Ricardo, agora que eu já te contei tudo o que querias saber, nós precisamos conversar sobre o que eu vim até aqui te dizer. – Diz Vanderly em um tom bastante condescendente.

- E o que é isso exatamente? – Ricardo já preocupado.

- Bom, a questão é que tu ta sendo apontado como o principal suspeito do assassinato do Jefinho. Já criaram até uma teoria maluca de que vocês dois estariam apaixonados e disputando uma prostituta que trabalhava nas festas que a Gorda promove.  E, estão dizendo que por isso tu cometeu o crime.

- Como é que é?

- E isso não é tudo. A Cláudia, tua esposa já foi procurada pela polícia e deu um depoimento relatando como o relacionamento de vocês estava comprometido, como ela já não te reconhecia mais. Além disso, disse que tu andavas violento ultimamente, e que chegasse inclusive a bater nela. Isso é verdade? – Questiona Vanderly.

- Não, quer dizer, é verdade sim. Mas...

- Não precisa explicar nada Ricardo – Interrompe Vanderly. E continua:

- Eu só perguntei por temer que ela esteja envolvida. Ela também falou que tu perdeu o celular na semana do assassinato, e que logo em seguida encontrasse. Também mencionou que andavas recebendo umas ligações estranhas e que, embora ela não tivesse certeza, acha que na noite do crime tu recebeu uma ligação assim. A situação ta bem feia Ricardo, o circo ta armado e tu sem dúvida caiu direitinho. Nós temos somente uma alternativa a te oferecer: tu entra de vez para o nosso grupo. Uma vez conosco, nós passaremos a confiar em ti, e vamos movimentar nossos contatos com o pessoal de dentro da polícia e da promotoria, se for preciso, para te tirar dessa. Só que não vai ser tão simples, e nós temos fortes suspeitas em relação à Cláudia, por isso tu precisaria deixá-la! E não é só; é bem  provável que tenhas de mudar toda a estrutura da tua vida.

- Vanderly, eu não posso fazer isso. Não posso simplesmente abandonar minha família e tudo o que eu construí por causa de uma insanidade dessa!

- Eu já esperava por isso. Imaginei que essa seria tua reação, mas eu precisava tentar. – diz Vanderly sem esconder a tristeza. Ela o abraça firme e diz:

- Eu não vou desistir tão fácil de ti, por isso vou te dar um dia para pensar. Tem um táxi na rua esperando para te levar onde quiseres, assim como coloquei o número do meu telefone no bolso da tua camisa. Pensa bem em tudo, analisa a situação. Infelizmente, foi a tua vida que definiu os caminhos que deves tomar; e ambos te levam para o desconhecido. Espero que dê tudo certo!

         Ricardo embarca no tal táxi com a mente borbulhando. Ele ainda não sabe o que fazer ou como vai lidar com essa situação, no momento só pensa e ir para casa e ver suas crianças e sua esposa. E é isso que ele faz. Durante todo o caminho as palavras e os relatos da Vanderly povoam seus pensamentos. Ele não consegue imaginar como sua vida se tornou um livro policial barato, aliás, ele sequer se conforma com essa situação. À medida que o carro vai chegando na sua vizinhança Ricardo começa a ficar cada vez mais nervoso. Suas pernas começam a ficar trêmulas e ele passa a suar frio. Ao chegar em frente de casa, chega a perder o ar ao ver tudo fechado. Um milhão de coisas passam por sua cabeça, ele respira fundo e desce do táxi. Antes de sair completamente o motorista pergunta:

- Tem certeza de que vai ficar aqui?

- Tenho sim, aqui é a minha casa! – Diz Ricardo. O carro vai embora, e ele fica imaginando o quanto essa afirmação deveria deixá-lo mais seguro, mas o medo de como seus familiares vão estar acaba sendo bem maior do que o conforto de voltar para casa. Ele abre a porta e vai entrando devagar, quando é surpreendido por um grito de pânico!

- Meu Deus Ricardo, quer me matar?!?!?!?!? – Pergunta Cláudia aos berros!

- Desculpa, eu não fiz por mal. Cadê as meninas?

- Na casa da minha mãe, e é para lá que estou indo também! – Responde Cláudia em um tom ríspido, e continua:

- Eu não sei o que acontece Ricardo, no que tu te meteu e com quem tu te meteu, só sei que EU na vou passar por mais nenhuma humilhação por tua causa, nem eu, nem as meninas!

- Mas Cláudia, eu não fiz nada, tu não vai me dar nem um voto de confiança porra?!?!?

- Não, eu cansei de esperar uma atitude decente tua, nem mesmo nessas horas tu consegue ser alguém firme e decente. E, esse rolo, tu vai encarar sozinho!

- Tu não pode afastar as meninas assim de mim!

- Ah é? Por que tu não entra com uma disputa pela guarda? Vamos ver se algum juiz concede a tutela das meninas a um possível assassino! E pode te preparar para desembolsar uma boa pensão!

- Se tu vai, cala a boca de uma vez e SOME!!!!! – Grita Ricardo.

         Cláudia não responde, apenas bate a porta. Ricardo olha para o chão e vê que há uma correspondência para ele do Banco em cima do sofá. A carta, escrita pela sua chefe é uma imposição de férias, para que ele resolva o problema e volte logo ao serviço. Ela acredita na inocência dele, e está torcendo que ele saia dessa rápido. Mas nem a amizade de Cristina consegue animá-lo! Ricardo está desolado somente com a hipótese de não poder vê-las! Ele senta na cama da Isadora e fica ali pensando por meia hora. Quando, batem na porta e gritam:

- Ricardo, e a polícia! Sabemos que estais aí! És suspeito de assassinato e vais nos acompanhar até a delegacia. Abre a porta ou nós iremos entrar!!!

         Ricardo entra em pânico, pega o celular liga para o nº que Vanderly:

- Alô, Vandery? Eu preciso de ajuda...

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publicado às 23:48



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