Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Projeto Leprechal - O projeto que vai salvar o país

por ornitorrincoquantico, em 02.04.09

Ontem cheguei em casa (moro em um alojamento estudantil com outros 8 loucos) e encontrei sobre a mesa um texto escrito por um dos moradores (não posso dizer seu nome pq ele diz q não divulga pra qualquer um, mas posso dizer seu auto-apelido: Leprechal) e que divulgo abaixo para que vocês tirem suas próprias conclusões. Eu acho q esse texto precisa ganhar o mundo, pq nunca na história do nosso bloco a gente deu tanta risada como ontem.

Seria uma pegadinha de 1 de Abril? Antes fosse, se vcs conhecessem a figura...

Preciso encaminhar para algum deputado ou senador, esse projeto não pode ficar escondido nos muros da universidade.

Ah, mantive o texto como foi escrito, sem modificar os seus erros ortográficos.

 

 

Prezada Deisy das Graças de Souza

 

Venho por meio deste texto manifestar o meu interesse pela pesquisa em que me inseri pelo seguinte motivo:

Pretendo dissertar no meu mestrado sobre Engenharia de Segurança de Medicina Social, sendo que buscarei me basear no Departamento de Saúde Pública da Usp em Araraquara, embora irei trabalhar com Desenvolvimento Sustentável e Economia Solidária em Centros Comunitários (como FIESP).

Para tanto, eu pretendo fazer uma pesquisa sobre a população carcerárea, sendo que apresentarei um pré-projeto na cadeia de São Carlos e fui orientado a procurar o presídio de Itirapina.

Portanto eu reservei a terça-feira pela manhã um horário livre em que estou aproveitando para dialogar com a Psicóloga da DeSS e que aproveitarei o restante do período para fazer visitas ao presídio.

A ideia que pretendo viabilizar é poder ter uma sala com um computador em que poderei aplicar a pesquisa da psicologia, à partir de uma população amostral inicial de três ou cinco detentos, em que individualmente e acompanhado por uma autoridade carcerárea irá realizar as tarefas do programa.

Isso servirá como mote para eu fazer pesquisa de observação, sendo que meu objetivo é do campo da Engenharia Civil, o que poderá servir como possibilidade de aplicação na pesquisa de Psicologia.

Como Engenheiro Civil, que me abilitarei na ênfase Urbana, a minha necessidade de conhecimento e entendimento para dissertar na especialização referida é identificar as patologias sociais e qualificação dos comportamentos em zoonoses (e não códigos do código penal como faz um delegado, embora a cadeia alimentar seja a mesma) para adequação da infra-estrutura carcerárea e do sistema de re-inserção social e seu encaminhamento.

Uma das aplicações imediatas está na qualificação de mão-de-obra de peões de obras e profissionais da Engenharia Civil, uma vez que essa população é muito flutuante em relação à população carcerárea.

 

 

O princípio que parto é da identificação comportamental do indivíduo por gênero, família e espécie, sendo o indivíduo tratado como espécie e pertencente a tal gênero segundo comportamento. AINDA ESTAMOS ANALISANDO O QUE SERIA FAMÍLIA. O indivíduo, detentor de suas infinitas verdades subjetivas, quer pelo dom da vocação ou pela aplicação de sua Faculdade do Judicativo apto segundo o exercício de seu livre-arbítrio a exercer uma das funções do nicho ecológico humano.

Assim, como engenheiro civil, irei cuidar do meio-ambiente, da logística do meu empreendimento neo-liberal, e de discussões com os lugares, a priori com aqueles que nasceram no lugar, sobre as regras de uso e ocupação do solo.

No meu TGI poderei aplicar essas ideias, uma vez que a ideia que pretendo desenvolver será a montagem da minha empresa, que iniciar-se-á com a sua criação jurídica. Como apresentação de trabalho farei um estudo de São Carlos, seus potenciais e estruturas que oferece, como apresentando a cidade em que a empresa se iniciará, sendo o pólo gerador de know-hall da empresa. E um estudo sobre a cidade de Batatais como um possível cliente da empresa, sendo a cidade escolhida para sediar a administração da empresa numa das etapas futuras de expansão, sendo que ao todo terá escritórios regionais em Santos, São Paulo, Campinas, Rio Claro, São Carlos, Araraquara, Bauru, Ribeirão Preto, Cuiabá, Brasília, Petrolina, Santarém, Rio de Janeiro, Florianópolis e Batatais; centros logísticos em São Paulo, Santos e Bauru; empreiteira em Ribeirão Preto e bolsa de valores em Bauru (sendo que dá tempo no mercado neo-liberal de cada um ter igual).

 

 

A estrutura da empresa inicial será um escola com modelo Frenetiano em construção panóptica Foulcotiana onde em posição de observação total da área da empresa ficarão os sócios que serão: engenheiros civis, arquitetos, economistas, geógrafos e pedagogos, sendo uma empresa de planejamento urbano e regional; há um sexto sócio que não participa das discussões mas tem carta branca de atuação e é sempre ouvido que é o psicólogo.

Embaixo dessa estrutura fica a secretaria da escola, sendo o funcionário principal a assistente social.

 

 

A escola é um modelo de educação que a empresa oferece como produto aos seus clientes (municípios, empresas privadas, estados, nações, etc.).

A idéia básica está que as crianças permanecerão o dia inteiro na escola, que terá salas de aula, ateliers, oficinas, laboratórios, biblioteca, quadras, piscina, viveiro de mudas, horta, pomar, criação de abelhas, galinhas, outros viveiros autorizados pelo IBAMA, cozinha, refeitório, casa do zelador e inspetor de alunos. A logística estuda todo o percurso vinda a criança da autoridade dos pais até a escola e vice-versa, assistidos pelo Conselho Tutelar. As crianças são divididas em turmas por idades acima de berçário até 18 anos. Primeiro vão para as Assembléias que discutirão as atividades do dia previamente discutida no dia anterior; depois vão para as atividades que se dividem ao longo da semana em 50% educação artística, 30% educação física e 20% conhecimento (aulas espositivas e laboratórios). O ensino está nas aulas espositivas, nas outras atividades orientações pedagógicas; o objetivo está na assembléia de final de dia, onde se discute as atividades do dia, tendo orientação do enfoque a discussão de ética e moral, o princípio da ética no exercício de determinada profissão, a moral orientando para que ele descubra. O sentido é que eles cheguem em conclusões (e como diria assim; e nos ensinem, uma vez que a geração que sucede supera a anterior), e então discute-se previamente as atividades do dia seguinte e cada um vai para casa já pensando no dia de amanhã para que a assembléia de escolha de atividades seja rápida.

 

 

A contribuição que posso dar ao Laboratório da Liga da Leitura está no estudo da estrutura e funcionamento do laboratório, da brinquedoteca e da biblioteca infantil, da organização dos recursos humanos na definição das funções que os bolsistas podem e devem exercer segundo suas capacidades : pesquisadores (em geral psicólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais, e áreas de interesse em pesquisa em psicologia) ou simples trabalhadores (pessoas sem uma aplicação do trabalho em pesquisa objetiva).

Futuramente poderei trabalhar em desenvolvimento de softwares para rotinas de trabalho para que o supervisor do laboratório (no momento a Dona Vera) possa trabalhar até sem bolsista, embora reconheça a necessidade do recurso humano, uma discussão em que se pode aplicar uma importante dissertação.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:32



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.