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Não desista!

por ornitorrincoquantico, em 26.03.15

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“‘Não desista! Não recuse! Tente! Tente sempre! Nunca fez? Alguém tem que fazer, então que seja você, ou dá certo ou não dá, o que você tem a perder?’"

 

Frase dita pelo pai de Tatiana Belinky e que a motivou a se tornar escritora

 

Foto: Tatiana menina com os pais

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publicado às 02:14

Eu e eu

por ornitorrincoquantico, em 25.03.15

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É demasiadamente estranho olhar para nosso passado, por mais que a gente sempre esteve conosco desde nossa origem. Há um estranhamento entorpecente, uma sequencia de questionamentos nos surge e nos deixa mais tontos que uma barata banhada em detefon.

Pensávamos diferente, agíamos diferente, falávamos diferente, tudo nos parece tão estranho, tal qual sentimos ao olhar um outro alguém. Acho que o mais assustador é saber que esse processo terá continuidade. Um dia olharei para o meu eu de hoje e também acharei estranho. Amanhã serei outro, depois de amanhã outro, mês que vem outro... E não tem fim!!

Aprendemos, apanhamos, choramos, corremos, vivemos... conjugamos todos os verbos possíveis e até mesmo alguns impossíveis e isso vai remodelando nossa matéria. Não só isso, são tantas coisas que nem consigo enumerar a natureza de todas por palavras.

É cada vez mais difícil me encarar frente a frente, encarar minha face e minha alma.Esse encontro de quem eu sou com quem me tornei e com quem eu fui é o encontro mais duro que temos nessa vida. Duro porque é difícil encarar nossa essência, o âmago do nosso espírito.

Hoje acho esse texto lindo, bonito, bem escrito... Amanhã acharei uma droga, mal escrito e raso. Falta tudo, falta estrutura, falta humanidade. O jeito é aproveitar a humanidade que sinto hoje, antes que as palavras envelheçam e meus olhos também.

 

 

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publicado às 01:39

Casa Nova

por ornitorrincoquantico, em 19.03.15

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Tanto tempo sem escrever por aqui, blog totalmente abandonado, resolvi dar uma renovada nele. Mudei tudo!! 

 

Desde que transferi esse blog do Uol pra cá nunca mais mudei seu estilo. Revisitando-o, vi que já tava todo desconfigurado, sem algumas imagens, feio... Joguei fora sem dó nem piedade e nem guardei nada de lembrança porque já não era mais o que era.

 

Também desde que criei o outro blog praticamente abandonei esse daqui (por consequencia não escrevi mais conto ou ficção alguma). Já não prometo mais nada porque é complicado, meu ritmo é maluco. Mas tô com vontade de escrever, tem várias vozes gritando na minha cabeça, querendo vida em algum plano de expressão.

 

Vamos ver o que sai agora...

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publicado às 00:47

 

Até dia 28 de fevereiro estarão abertas as inscrições no curso de Especialização em "Discurso e Leitura de Imagem" oferecido pela UFSCar. A atividade é destinada a pessoas que atuam ou buscam aprofundar conhecimentos com a análise de imagens, em instituições e locais presenciais ou virtuais: escolas, agências de comunicação, universidades, institutos de pesquisas, arquivos, bibliotecas, centros culturais, instituições de patrimônio histórico, dentre outros.

O objetivo do curso é oferecer estudos advindos do campo das linguagens aplicados em análises dos discursos imagéticos, considerando-se, para tanto, três grandes modalidades de produção: as imagens fixas, as imagens em movimento e as imagens no virtual. Para a realização deste curso foram convidados docentes dos departamentos de Ciência da Informação, Imagem e Som, Letras e Sociologia da UFSCar, além de professores dos cursos na modalidade da Educação a Distância. Se, por um lado, as perspectivas teóricas e conceituais dos docentes dessas áreas são diferenciadas, por outro, o que os une é que há anos eles pesquisam sobre leitura e análise dos discursos imagéticos, aplicando seus conhecimentos em diversos textos: quadros, fotos, história em quadrinhos, filmes, imagens na internet, transmídia, na educação a distância, nas imagens em 3D.

Os interessados podem fazer inscrição agendando entrevista na secretaria do Laboratório de Análise do Discurso da Imagem (LANADISI), situado no Departamento de Ciência da Informação da UFSCar, pelo telefone (16) 3351-9469. O funcionamento da secretaria será de segunda a sexta-feira das 13 às 18 horas, exceto nos feriados. Na entrevista será necessário apresentar currículo impresso. São oferecidas 40 vagas e, deste total, 5% são destinadas a funcionários da UFSCar.

Mais informações podem ser obtidas no site do curso, pelo telefone (16) 3351-9469 ou pelo e-mail discursoeimagem.ufscar@gmail.com.

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publicado às 23:03

Andy Warhol na Estação Pinacoteca

por ornitorrincoquantico, em 27.03.10

 

 

Se você gostou de conhecer um pouco sobre Andy Warhol ano passado com os posts em que analisei alguns de seus quadros, não pode perder a oportunidade de ver de perto as obras desse importante pintor do Pop Art.

 

 

Andy Warhol, Mr. America
A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta, na Estação Pinacoteca, exposição de Andy Warhol, um dos mais importantes e influentes nomes da Pop Art. Andy Warhol, Mr. America
De 20 de março a 23 de maio de 2010

 

De terça a domingo, das 10 às 18h Ingresso combinado (Pinacoteca + Estação Pinacoteca): R$ 6 ou 3,00. Grátis aos sábados.


Largo General Osório, 66 – fone 11 3337.0185

 

Aproveitem!!! =)

 

 

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publicado às 01:10

Clara sonha ao lado do alecrim

por ornitorrincoquantico, em 17.02.10

Clara, encostada na parede de sua casa, ao lado de um pé de alecrim, olha o céu e pensa. Seus pensamentos são um emaranhado de ideias, sonhos, projetos, medos e insegurança. Ela ama, ama muita coisa e esse excesso de sentimento a faz perder um pouco o rumo de sua vida.

 

Ela tem uma paixão mas não consegue contato. Tenta falar com as estrelas para ver se elas ajudam a enviar uma mensagem. Para a Lua ela não pede hoje porque a Lua não a veio visitar. E se veio, preferiu se esconder entre as núvens, já cansada de tanto leva e traz. Para o Sol Clara não pede nada, apesar da Lua reclamar que ele é seu padrinho. "Mas você é minha amiga, não é?" - chora Clara. "Sim, sou, mas para ele é muito mais fácil". "Não gosto de parecer que só falo com ele quando preciso de ajuda...".

 

Enfim, sem Lua e sem Sol, Clara tenta com as estrelas. Mas desiste. Suspira e lembra das cartinhas que escreveu e as que recebeu. Uma delas ela guarda escondida ao lado de sua cama, só para cheirar antes de dormir e fazer seu amado presente ali ao seu lado.

 

Mas Clara também quer trabalhar e já está cansada de não conseguir nada melhor do que vender. Ela vende porque precisa, mas ela prefere muito mais assar bolos e tortas. Também gosta de pintar e artesanato. Mas todos dizem para ela que isso não é futuro.

 

Mas Clara nem se preocupa muito com o futuro, ela acha que tentando fazer o melhor de seu presente, o futuro está garantido. Ela quer que a felicidade nasça naturalmente em sua vida. Ela acha que está conseguindo, mesmo não sabendo se seus bolos são bons, se seus quadros agradam e se seu amado entende suas loucuras.

 

O que Clara quer agora é incomodar as formiguinhas que tentam entrar em seu formigueiro. Ela pressiona a entrada com o dedo levemente para tapar a entrada e espera para ver as formigas o reabrir. E repete isso várias vezes.

 

Ela ama e a única saída para essa noite é abraçar o alecrim e o beijar ternamente. Ela o acaricia e acredita que os galhos que passam em sua face e cutucam seu olho é a planta que retribui o carinho. Ela acredita que tudo que é feito com carinho e amor recebe carinho e amor por retribuição. Talvez não na hora, mas um dia desses qualquer.

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publicado às 14:10

Feliz Natal!!!

por ornitorrincoquantico, em 24.12.09

Faça desse Natal uma data especial.

 

Faça alguém feliz também.

 

O melhor presente hoje? Um abraço!

O presente mais caro? Um beijo!

O que não pode faltar na ceia? Carinho!

A bebida mais preciosa? O amor!

 

Se tiver tudo isso, seu Natal será inesquecível. E o resto será um gostoso complemento.

Perdoe quem te feriu, as pessoas fazem besteira mesmo e só um gesto de carinho de verdade previne novas besteiras.

Lembre quem há muito sumiu, ele certamente ainda espera por você e acha que foi você quem sumiu…

Não brigue, não hoje.

Se estiver triste sorria, ao menos tente. Só a alegria consegue trazer mais alegria ao coração.

 

Faça, dance, brinque e pule. Você merece.

 

Espere apenas pelo Papai Noel, não espere mais nada de mais ninguém. E o Papai Noel só vem na moita, sutilmente. Lembre-se disso.

 

Se for Cristão, lembre-se de Cristo. Se não for, lembre-se do amor.

 

E acredite em coisas boas. Acredite na paz. E, acima de tudo, acredite em você!

Eu acredito!!!

 

Beijos e abraços verdadeiros e sinceros a todos vocês, meus leitores e queridos amigos! Amo vocês de coração!

:)

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publicado às 00:15

Tempo...

por ornitorrincoquantico, em 15.11.09

 

O que é o tempo?

 

Você já parou para pensar nisso? Intuitivamente sabemos o que é o tempo, é a coisa que marca o nosso relógio e que nos leva sempre “para frente”. Dividimos nossa vida em passado (o que já foi), presente (onde estamos) e futuro (o que virá). A tradição diz que o que já foi, já foi e não volta mais, e o que virá ainda não existe, o futuro seria um caderno em branco que vai sendo escrito pela caneta do presente.

 

Esse é um dos assuntos que mais converso com meus amigos de todos os lugares e queria falar um pouco por aqui também.

 

Muitos pensadores e filósofos se debruçaram nessa questão do tempo, mas ninguém foi mais radical que o físico Albert Einstein. Ele provou que o tempo não é algo fixo, seria na verdade uma nova dimensão, além das que conhecemos (largura, altura, comprimento). Seu conceito de tempo é importante em sua teoria da relatividade e graças a ela muitas coisas que hoje existem no nosso mundo não existiriam.

 

Mas o que quer dizer isso? O tempo, para Einstein, não é algo fixo, ele é relativo e relacionado com a velocidade. Vou tentar resumir da forma mais compreensível possível (os entendidos do assunto me perdoem se usar algum termo errado, não sou da área e tudo o que sei sobre o assunto tenho aprendido de revistas científicas ao longo de muitos anos).

Vou usar o exemplo clássico dos irmãos gêmeos: um irmão jovem entra em uma nave que viaja à velocidade da luz e dá uma voltinha rápida de poucos segundos, deixando seu irmão gêmeo o esperando na Terra. Quando o rapaz volta da viagem encontra seu irmão gêmeos já idoso. Pior: passaram-se muitos anos na Terra, o mundo mudou, muita gente já morreu e ele continua igual quando viajou, ainda jovem.

 

Nada é mais rápido do que a luz e ela é tão rápida que ela consegue fugir das amarras do tempo, por isso se algo ou alguém conseguisse viajar numa velocidade próxima da luz modificaria completamente sua noção de tempo.

 

Na verdade, tudo o que se move viaja no tempo, mas é um deslocamento tão mínimo que seria impossível perceber. Mas se não soubéssemos disso, não conseguiríamos manter satélites espaciais na órbita da Terra funcionando. De tempos em tempos é preciso dar uma atrasadinha de micromilésimos de segundo em seus relógios para que eles mantenham seu caminho e não saiam de rota.

 

O tempo, como o entendemos e aprendemos a conviver desde pequenos, seria, então, uma ilusão?

 

Muita gente tem se perguntado isso e a ciência e filosofia tentam responder. O que se entende é que o nosso universo seria como um DVD. Imagine que o universo fosse o DVD do filme Titanic. Você o pega e olha de fora e vê um círculo, onde um dos lados é prateado e está gravado o filme. Você conhece a história do Titanic e sabe que todo o filme está gravado ali, só não consegue vê-lo assim, é preciso colocá-lo num leitor de DVD que vai jogar um canhão de laser sobre e ele e isso permitirá a visualsação do filme em um monitor. Nesse monitor você vê a história acontecendo e o que vai passando vai ficando para trás. Só que você sabe que o que já passou continua escrito naquele DVD, não é apagado, inclusive você pode voltar e rever o que quiser.

 

O universo se comportaria da mesma maneira. É algo onde tudo está escrito, desde o seu começo até o seu final, e um “canhão de laser” que “lê” o que se entende por presente. O que ninguém sabe é o que é esse canhão de laser (ou seja, o que é o presente) e onde está o controle remoto???

 

Conseguiu perceber o quanto isso muda completamente nosso modo de encarar o mundo e a vida? Não? Pois pense, se tudo já está escrito no universo, desde o começo até o fim, nossa vida já está pronta, não existe essa história de caderno em branco a ser preenchido. Mas e o livre-arbítrio, onde fica? Pois é, ele ainda existe porque somos donos de nossas decisões, somos nós quem escolhemos. Mas só aqui, de dentro do universo é que é assim, pra quem observa “de fora” nós já decidimos faz tempo… desde o dia em que o mundo foi criado. Ele já nasceu morrendo. E nós também…

 

Se você leu até aqui e nunca tinha ouvido falar de nada disso deve não estar entendendo nada e completamente confuso. Eu mesmo custei a entender essas loucuras todas. E claro, são teorias, não existe nada certo na ciência, tudo pode ser mudado.

 

Mas eu gosto de discutir isso porque gera um monte de reflexões em nós. Veja só, se fosse possível observar o universo do lado “de fora”, nós poderíamos ver qualquer momento da história da humanidade, porque tudo está escrito lá. Sabe aquele dia em que você se divertiu pra valer em um parque com sua família na infância? E o dia em que você deu um beijo apaixonado em uma pessoa especial? Eles não acabaram, em algum lugar do universo ele permanecem iguais, inalterados. Legal, não? Mas tem seu lado ruim também… sabe aquele fora terrível que você levou? Aquele erro que você cometeu no serviço e levou uma bronca do seu chefe? Também continua lá, em algum lugar do universo. E o seu dia de amanhã também está prontinho, o que você vai decidir comer na janta amanhã já foi decidido por você e você nem sabe agora. E sinto lhe informar, em algum lugar do universo seu velório está acontecendo. E a morte de Tancredo, Jucelino, sua bisavó, seu tataravô, Napoleão, Newton… todo mundo…

 

Eu sei, tudo isso é muito louco e é apenas uma suposição, tendo como base o que a física moderna descobriu. Dá medo. Acho que por isso poucas pessoas discutem isso por aí. Dificilmente você vai encontrar alguém debatendo essas teorias e tentando entendê-las.

Acho que o principal motivo de se fugir desse assunto sobre o que é o tempo é que poucas religiões a incluíram em seus fundamentos. Praticamente em todas as religiões vivemos o presente, deixando o passado para trás e atravéz de nossas escolhas seguimos rumo ao futuro. Essa coisa de que tudo já está pronto soa como uma heresia maior do que o que Darwin propôs com sua teoria da evolução. Mas eu acho que isso é negativo, deveríamos sim pensar no assunto e ao menos considerá-lo um pouco.

 

Afinal, se for verdade, nossa responsabilidade em nossos atos é maior ainda, pois tudo fica registrado eternamente. Nós ainda não conseguimos voltar ao passado ou ir ao futuro, mas e se for possível um dia? Embora não possamos viajar no tempo na prática, hipoteticamente viagens no tempo são possíveis, principalmente para o futuro, mas nem vou entrar nesse assunto porque é longo e complicado.

 

Enfim, será que o tempo é realmente uma ilusão? Uma religião que conheço e que leva o tempo em consideração é o hinduísmo, embora nunca me aprofundei para entender como eles entendem o tempo. Nas religiões que acreditam em reencarnação cada vida seria uma etapa na preparação do espírito, mas também o ponto de vista é do tempo tal qual o conhecemos, para frente. Não imagino como essas religiões encarariam o fato do tempo ser relativo (pois no universo, um mesmo espírito estaria deslocado no espaço em tempos diferentes). Sei que no espiritismo um mesmo espírito não pode estar em dois corpos ao mesmo tempo. Mas um espírito continua preso ao tempo após desencarnar ou não? É uma dúvida interessante e que pode gerar reflexões importantes para quem é espírita.

 

E católicos e evangélicos, que acreditam em apenas uma vida e que ao morrer estaríamos destinados a um lugar conhecido como céu ou inferno, como encarariam o fato de tudo estar pronto no universo, e que o momento em que chegamos ao céu seria o mesmo que nossos pais, avós, bisvós…? Seria o juizo final ao mesmo tempo para todos ou a ilusão do tempo ainda persiste (ou se faz acreditar que existe)? Veja que nessa última pergunta usei as palavras “ao mesmo tempo” por não conseguir outras que melhor descrevessem o que quiz dizer. E é assim porque eu e todos nós estamos presos ao tempo e não conseguimos imaginar um mundo atemporal. Como saber algo que não conhecemos?

 

A única coisa que não obedece ao tempo é nosso pensamento e nossos sonhos. Já percebeu que não existe tempo enquanto sonhamos? Em 10 minutos de cochilo é possível realizar dezenas de coisas em um sonho que seria impossível fazer no nosso dia-a-dia em 10 minutos. Claro que isso é subjetivo, assim como a ideia que os dias de hoje são mais rápidos do que antigamente.

 

Uma ida de 30 minutos ao dentista parece ser mais longa que 30 minutos numa festa. Mesmo não acreditando no que Eistein propôs, nós percebemos que o tempo da nossa imaginação é variável de acordo com a situação que vivemos. E que as semanas estão passando cada vez mais rápido. Um dos motivos é que facilitamos nossas tarefas com a tecnologia, porém, ao invés de aproveitarmos melhor o tempo, acabamos fazendo mais coisas e com isso fica a impressão de que o tempo está mais rápido.

 

E tem físico que defende a ideia de que o universo está se expandindo em uma velocidade maior e isso modificaria a nossa noção do tempo.

 

A verdade? Provavelmente nunca encontraremos com certeza, ao menos não nesse nosso mundo “temporal”.

 

Mas ainda acho que um dia o homem vai perceber que o que Cristo disse na cruz ao bom ladrão não foi apenas para ele, mas para todos nós.

 

“Ainda hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43).

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publicado às 02:51

Eu acredito...

por ornitorrincoquantico, em 22.10.09

 

Eu acredito no amor.

 

Eu acredito no ser humano.

 

Eu acredito no que as pessoas falam, mesmo quando elas mentem e eu sei que elas mentem mas mesmo assim acredito.

 

Eu acredito na amizade.

 

Eu acredito nos meus sonhos.

 

Eu acredito que as pessoas possam mudar.

 

Eu acredito que possa haver amizade sem interesse amoroso ou sexual.

 

Eu acredito que se pode ser amigo mesmo quando descoberto que havia interesse amoroso (no caso sexual não).

 

Eu acredito que podemos ser felizes.

 

Eu acredito que a vida seja uma grande brincadeira.

 

Eu acredito que a paciência é uma dádiva e a compreensão um dom divino.

 

Eu acredito que o mais importante seja o mais simples.

 

Eu acredito que o melhor presente é a aquele que vem embalado com muito amor e carinho.

 

Eu acredito que no fim tudo dá certo.

 

Eu acredito que posso perdoar até meus maiores inimigos.

 

Eu acredito na fé.

 

Eu acredito no poder de um abraço.

 

Eu acredito que o universo se comunica com a gente nos pequenos detalhes e papos do dia-a-dia.

 

Eu acredito que tudo o que faço e já fiz por amor renderá algum fruto.

 

Eu acredito no poder de saber esperar e ter paciência.

 

Eu acredito no poder da imaginação.

 

Eu acredito que o melhor de uma pessoa é sua alegria, carinho, dedicação e criatividade.

 

Eu acredito que a aparência é um reflexo de quem você é.

 

Eu acredito que a idade, o sexo, a cor, o tamanho e todas as outras nossas características externas não importam, porque no fim todos seremos iguais.

 

Eu acredito que é importante ter uma religião e professá-la.

 

Eu acredito no poder dos rituais e das práticas religiosas.

 

Eu acredito no poder da palavra.

 

Eu acredito posso vencer na vida fazendo o que é certo.

 

Eu acredito que é importante acreditar, pois quando se acredita tudo se torna realidade.

 

Eu acredito mais nas crianças e nos velhos do que nos jovens e adultos.

 

Eu acredito que a sabedoria nasce de sementes que caem em nós ao longo da vida. Por isso acredito que possam existir sábios de 3, 10, 20, 30... anos.

 

Eu acredito que sempre vou ser ignorante, por mais que eu estude.

 

Eu acredito que vou sempre acabar mentindo, uma hora ou outra.

 

Eu acredito que mesmo que eu concerte um defeito meu, outro vai aparecer.

 

Eu acredito que vou sempre vou acabar magoando alguém.

 

Eu acredito que vou sempre errar.

 

Eu acredito que o erro me torna melhor.

 

Eu acredito que o erro me ensina a pedir perdão.

 

Eu acredito que a educação é realmente pela pedra.

 

Eu acredito na educação.

 

Eu acredito na educação.

 

Eu acredito na educação.

 

Eu acredito no poder da leitura.

 

Eu acredito no poder de uma conversa.

 

Eu acredito no poder de um desabafo.

 

Eu acredito no poder das minhas lágrimas e consequentemente dos meus sorrisos.

 

Eu acredito que posso te ajudar.

 

Eu acredito que você pode me ajudar.

 

Eu acredito que somos irmãos.

 

Eu acredito que existe algo muito além do arco-íris.

 

Eu acredito que nunca vou entender o outro.

 

Eu acredito que nunca vou me entender.

 

Eu acredito que o que eu faço por amor sempre acaba dando certo, mesmo que não da maneira que eu queria.

 

Eu acredito que amo você.

 

Eu acredito que você me ama.

 

Eu acredito em você.

 

Enfim...

 

Das duas, uma...

 

...ou estou fadado ao fracasso...

 

...ou sou um louco.

 

Crédito da foto:

Nuno Manuel Baptista - Site Olhares

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publicado às 13:27

Kandinsky - Análise de imagens (Parte 2 de 3)

por ornitorrincoquantico, em 28.09.09

 

Observem atentamente a pintura acima e pensem: o que ela nos lembra?

 

Riscos sem muita forma, figuras humanas estilizadas, mistura de várias cores com pinceladas não muito precisas... não lembra um desenho infantil?

 

Pois é, não só lembra como é um dos principais motivos que levou Kandinsky a realizar estudos sobre o abstracionismo e a desenvolver essa nova forma de arte. Kandinsky queria descobrir como é que nascia a consciência estética no ser humano e o porque ela desaparecia com o tempo.

 

 

Vejamos o que diz Argan, em seu livro “Arte Moderna”, sobre a pintura de Kandinsky:

 

“Em 1910, Kandinsky estava com quarenta anos e contava com um belo passado de pintor figurativo. De repente, esquece o ‘ofício’ e começa a rabiscar como uma criança de três anos que ganhou papel, lápis e tintas [...] Kandinsky se propôs reproduzir experimentalmente o primeiro contato do ser humano com um mundo do qual não se sabe nada, nem sequer se é habitável [...]. Essa primeira experiência da realidade é denominada pelos psicólogos como estética: uma experiência a que corresponde um tipo de comportamento. A criança, sem dúvida, percebe, recebe sensações do mundo exterior; mas a percepção não se define como noção, traduz-se num conjunto de movimentos instintivos, com os quais a criança pega o que a atrai, afasta o que a atemoriza. Se dispõe dos instrumentos necessários, transforma esses gestos em signos, que por sua vez são percebidos; e, como o mundo existe para ela enquanto ela o percebe, ao fazer algo que se percebe, está afirmando sua vontade de fazer a realidade, de existir. Kandinsky [...] se propõe [a] analisar, no comportamento da criança, a origem, a estrutura primária da operação estética. Com efeito, todos sabem que o comportamento estético cessa quando a criança, ao crescer, aprende a ‘raciocinar’: a primeira experiência do mundo, isto é, a experiência estética, é esquecida, transferida para o inconsciente. Apenas poucos indivíduos – os artistas – desenvolvem-na, ligam-na a certas técnicas organizadas, dela extraem objetos a que a sociedade atribui certo valor”.

 

É preciso buscar a criança que existe dentro da gente para entrar no mundo das obras de Kandinsky.

 

Vamos tentar descrever o que vemos na imagem.

 

Apesar de não-figurativa, percebemos formas que lembram figuras conhecidas. Os riscos do lado direito lembram 4 pessoas, duas mais próximas e as outras mais distantes. Há 2 riscos pretos cortando a tela o que nos faz lembrar uma estrada, porque ao lado desses riscos observamos 3 manchas vermelhas que nos lembram casas. Ao perceber essas estradas, vemos que as duas pessoas da direita estão caminhando por elas. À esquerda também vemos algo que lembra tanto uma outra estrada como um rio, formada com riscos pretos, azuis e violácios, com várias ondulações. Pela sua cor azul e pelas outras manchas azuis podemos dizer que representam mesmo as águas de um rio. E reparem que todos os outros riscos pretos também nos lembram estradas e caminhos. Há inclusive um arco-íris à esquerda. A parte superior à direita está pintada de azul e com uma grande mancha colorida de laranja, violeta e amarela, o que nos lembra um sol no céu.

 

Enfim, todos os elementos nos levam a crer que essa pintura nos leva recordar a imagem de uma paisagem de campo, numa tarde ensolarada. Mas só conseguimos ter essa percepção se olharmos para a imagem com um olhar infantil, como se ela tivesse sido pintada por uma criança, aí a paisagem parece ficar clara para nós. Quanto mais tempo olhamos para o quadro, mais a gente recorda nossa forma de ver o mundo escondida em nosso insconsciente e que nos acompanhava durante a infância.

 

Viu só como a arte abstrata mexe com os nossos sentimentos e sensações? Com certeza a minha percepção é diferente da sua e é isso que deixa a arte abstrata tão interessante. Comece a observar outros quadros abstratos, busque a sua visão infantil escondida em você e se entregue a essa forma de arte fascinante.

 

E porque não experimentar também? Peque tinta, lápis, lápis de cor e papel e tente também criar formas e cores que estão escondidas em você. Não procure por sentido, procure expressar o que sente e o que as formas e cores despertam em você. Com certeza será uma atividade interessante e o ajudará a entender melhor a arte abstrata.

 

Na próxima análise, mais um quadro e mais uma característica de Kandinsky: a música cromática.

 

Até lá!

 

Referência:

 

ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

 

 

Não viu a análise anterior? Clica no link abaixo que eu te levo lá:

Kandinsky Parte 1

 

PS: Peço mil desculpas aos leitores do meu blog pelo atraso na publicação desse post. Estou envolvido na realização de diversas atividades, como a conclusão do meu TCC, estudos para tentar entrar no mestrado e atividades de docência, o que tem consumido muito o meu tempo. Consegui agora escrever mais um pouco sobre Kandinsky mas não vou prometer uma data para o último post dele. Continuem acompanhando que assim que concluir aviso. Semanalmente publicarei algum texto de minha autoria para que o blog não fique parado. E se quiserem também podem acompanhar meu outro blog "A retórica do dragão-de-komodo", lá eu falo de tudo um pouco e está sempre atualizado com alguma reflexão minha. Obrigado e boa leitura!

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publicado às 19:04


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